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Depois de 44 dias de viagem, a frota de
Pedro Álvares Cabral vislumbrava terra - mais com
alívio e prazer do que com surpresa ou espanto.
Na terça-feira à tarde, foram os
grandes emaranhados de "ervas compridas a que os mareantes dão o nome de
rabo-de-asno."
Surgiram flutuando ao lado das naus e sumiram no horizonte.
Na quarta-feira pela manhã, o vôo dos fura-buchos, uma espécie de gaivota,
rompeu o silêncio dos mares e dos céus, reafirmando a certeza de que a terra
se encontrava próxima.
Ao entardecer, silhuetados contra o fulgor do crepúsculo,
delinearam-se os contornos arredondados de "um grande monte", cercado
por terras planas, vestidas de um arvoredo denso e majestoso.
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Era 22 de abril de 1500. Depois de 44 dias de viagem, a
frota de Pedro Álvares Cabral vislumbrava terra. Vejam detalhes desta e de
outras aventuras
aqui.
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AVENTURA NAS TRILHAS DA
ROTA DO DESCOBRIMENTO
Quase 500 anos depois, o sol
continua forte, os nativos sempre hospitaleiros e a paisagem continua a
maravilhar que se aventura pelas trilhas que cruzam esse pedaço do litoral da
Bahia, a Rota do Descobrimento, que vai de Prado à Santa Cruz Cabrália, pode ser
considerada um paraíso também, tal como Pedro Álvares Cabral e sua esquadra a
viu pela primeira vez, em 22 de abril de 1500. Apesar do aparecimento das
cidades junto à orla e do desmatamento provocado pelos portugueses, a área ainda
possui praias intocadas, rio de águas cristalinas e fauna e flora
diversificadas. Um hectare de Mata Atlântica nesses domínios tem 450 tipos de
espécies vegetais. Os animais também são muitos. Só de aves são cerca de 400
espécies. Não espanta, portanto, que os primeiros navegantes acreditassem ter
encontrado o paraíso terrestre. Recentemente, a UNESCO escolheu a Costa do
Descobrimento como Sítio do Patrimônio Natural. Isto quer dizer que a região é
considerada um lugar de preservação de relevante importância para humanidade e
todo o planeta. |
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