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Homenagem
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Artes Plásticas
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Nova Viçosa
acaba de ganhar um presente que a colocará, definitivamente, no cenário
artístico mundial e na rota de visitantes e admiradores das obras do artista
plástico Frans Krajcberg.
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Aos 80
anos, Krajcberg cria um Instituto e diz que a mata que plantou
está ameaçada. Veja a íntegra da sua
entrevista
ao jornal O Estado de São Paulo.
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Frans Krajcberg -
biografia
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Frans Krajcberg nasce em Kozienice, Polônia,
1921.
Estuda Engenharia e Artes na Universidade de
Leningrado. Entre 1941 e 1945 participa da Segunda Guerra Mundial, lutando como
soldado da Polônia. Toda sua família é morta no holocausto. Após a guerra,
muda-se para Alemanha, ingressando na Academia de Belas-Artes de Stuttgart, onde
é aluno de Willy Baumeister.
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Em 1948 imigra para o Brasil, fixando-se
inicialmente em São Paulo. Naturaliza-se brasileiro e em 1952 realiza sua
primeira individual no MAM-SP. Muda-se para o Paraná, onde trabalha como
engenheiro de uma fábrica de papel. Porém, abandona o emprego e isola-se na
floresta para pintar.
A partir de 1958 alterna residência entre Paris,
Ibiza e Rio de Janeiro. Em 1968 instala ateliê em Itabira, Minas Gerais,
executando suas primeiras esculturas com troncos de árvores mortas. Realiza
diversas viagens para a Amazônia e para o Pantanal Mato-grossense, fotografando
e documentando os desmatamentos. Em 1978, durante viagem no Rio Negro, elabora
com Pierre Restany e Seep Baendereck a teoria do Naturalismo ou
Manifesto
do Rio Negro. Desde 1973 mantém ateliê em Nova Viçosa, no sul da Bahia.
Participa de várias edições da Bienal de São
Paulo, recebendo prêmio de melhor pintor nacional em 1957; Bienal de Veneza, prêmio
cidade em 1964; Modernidade - Arte Brasileira do Século XX, no Musée d'Art
Moderne de la Ville de Paris, em 1987 e no MAM-SP, em 1988. Em 1996 participa da
mostra " Villette-Amazone - Manifeste pour l 'Énviron nement au 21e
Siècle,
no Parc de la Villette, em Paris.
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Frans Krajcberg é o homenageado do 1º
Brahma Reciclarte.
Ele é uma inspiração para todo artista que usa a arte como um meio de
reciclar a matéria e protestar contra a destruição da natureza. |
Após perder sua família durante a Segunda
Guerra Mundial, Frans Krajcberg veio parar no Brasil, nem sabe ele bem porquê.
Mas aqui está até hoje. Mais precisamente em Nova Viçosa, BA, onde mora na
copa de uma árvore.
Krajcberg diz que, depois da guerra, sentia tanta
repulsa pelos homens, que se isolou da vida urbana. Se engajou, então, na luta
pela proteção da natureza. Transformando árvores queimadas em esculturas,
Krajcberg faz de sua arte um chamariz para sua causa.
Sua maior exposição, A
Revolta, reuniu 200 obras em Curitiba e no Rio de Janeiro, em maio de
96. Em 97, mostrou 350 peças no La Villete, em Paris, como parte de um projeto
ecológico.
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Fonte:
Brahma Reciclarte
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CORREIO DO POVO
PORTO ALEGRE, TERÇA-FEIRA, 1º DE JUNHO DE 1999
O artista ecológico expõe no Margs
Frans Krajcberg, um dos mais importantes
artistas contemporâneos, inaugura a mostra
"A Revolta"
Mostra integra a Semana do Meio Ambiente
A exposição 'A Revolta', de Frans Krajcberg, de 78
anos, abre hoje nas salas Pedro Weingartner e Ângelo Guido do Margs (Praça da
Alfândega, s/nº), às 19h. São 17 painéis fotográficos com imagens captadas
pelo próprio artista das queimadas no alto e baixo Amazonas. Além das fotos, o
artista vai mostrar a escultura 'A Revolta'. A obra é feita com madeira
queimada e resinas naturais. Polonês de nascimento, está no Brasil desde 1948.
Naturalizado brasileiro, o artista mora em Nova Viçosa (BA). Da Bahia, suas
obras seguiram para diversos países onde foram expostas em importantes salões
da Europa. Entre as distinções, ele recebeu o reconhecimento internacional,
como o prêmio na Bienal de Veneza, conquistado em 1964. Paris foi a cidade que
abrigou o maior número de suas exposições, 24. No Brasil, Krajcberg realizou
exposições no Rio e em São Paulo. A sua ligação com o meio ambiente vem de
muito tempo. Há 35 anos desenvolve esculturas com a utilização de cascas de
árvores e tonalidades da própria terra. Aprimorou seu trabalho de abstração
sobre a natureza, projetando a construção do seu estúdio em cima de uma árvore,
na Bahia.
Além de participar da abertura da mostra, ele está no Rio Grande do Sul
também para a 'Semana do Meio Ambiente', promovida pela Fundação Estadual de
Proteção Ambiental. O artista participa ativamente em manifestos e conferências
internacionais relacionadas à proteção do meio ambiente. Essa experiência de
vida rendeu-lhe cinco livros e quatro filmes, que contam um pouco de sua história.
No Margs, a mostra pode ser visitada até 27 de junho.
Correio do Povo
Porto Alegre - RS - Brasil
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Nota
Interna: Buscar na
Internet registros de uma personalidade famosa e agrupá-los em uma página é muito
fácil. Mostrar parte do trabalho de um artista é fácil também. Difícil é fazer com que todos vejam a importância do trabalho
de um artista como Krajcberg. Há muitos anos que ele denuncia a destruição da
natureza e somente agora, neste final de século é que começa a aparecer
alguns resultados de seu trabalho: a mudança da mentalidade de toda uma
geração que foi cúmplice de um desmatamento desordenado.
Quando o artista chegou ao extremo sul da Bahia, em
princípios da década de 70, não havia a BR 101, nem madeireiras, ou frigoríficos e fazendeiros, que
chegaram depois, e que por uma formação cultural errada devastaram
um dos mais compacto e diversificado trecho de Mata Atlântica. No
lugar da mata entrou os pastos e as monoculturas, a região se desenvolveu por
um lado, mas o solo empobreceu e o meio ambiente foi ferido.
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