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UM MUNDO SEM FIO |
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Ubiquitous
Computing
Terceiro
milênio, Terceira Revolução Industrial, Terceira Onda da Informática. O
mundo está cada vez mais virtual. Reuniões em vídeo conferência, salas de chat,
e-mails, serviços on-line, tudo dependendo de um clic.
Incongruência, anacronismo: quanto mais aumenta a população mundial e a
velocidade de acesso às informações, mais aumenta o isolacionismo, a
solidão, grupos de amigos cada vez mais restritos. A globalização está
feudalizando as relações sociais, encastelando-as, restringindo-as ao grupo
familiar ou de trabalho. Além de restritas, as relações sociais estão
provisórias, momentâneas.
Estamos vivendo uma revolução. Tudo está mudando, e tão rapidamente, que
corremos o risco de não acompanhar o novo modus vivendi. E é através
da linguagem que se pode avaliar a inserção da Ubiquitous Computing
nas nossas vidas, no nosso cotidiano.
Para se dar um "enter" virtual na sua vida, é necessário
estar a par do mundo da "Informática": acessando um
aplicativo, executando um programa em seu hardware, utilizando a "memória
RAM", navegando, surfando.
Através de um "portal" ou de um "site", o
mundo ficou pequeno. Através de um simples "comando", de um
"clicar", abre-se um mundo cheio de "dados",
às vezes só um "demo", outras "full".
Dependendo da sua "compatibilidade" com o mundo informatizado,
"conectar-se" passa a ser uma brincadeira, um passatempo. Cortar,
copiar, formatar colar, configurar, visualizar, plotar, apontar, blocar,
são ações que perpassam pelo nosso dia-a-dia. Com um "atalho",
pode-se "migrar" de um lado a outro do mundo, "maximizando"
ou "minimizando" as informações. E, quando os
"dados" forem muitos, pode-se "compactar" ou "zipar".
Para se tornar um "embedded", um "enhanced" em
informática, é relevante a intimidade com a "máquina", pois
poderá ser acometido por um "vírus", um "bug"
e ficará "desconectado" do mundo moderno.
Para não ser "deletado", "zappeado" da
modernidade, faça um "backup", clic no "backspace"
e tire a informática do "background". Clic em "alt"
e se abrirá um "box". Vá até a "barra de ferramentas"
e dê um "zoom" em si mesmo. Faça um "upgrade"
e "resete" seu modus vivendi. "Undelete",
"renderize". A informática chegou para ficar.
Coluna
de Maria Luisa Cerqueira
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A
computação móvel chega para ficar com aplicações corporativas
e pessoais
Um mundo
sem fio. E ao mesmo tempo um mundo conectado em uma rede
onipresente de computadores. Mark Weiser, um dos papas da
computação móvel e um dos cientistas brilhantes da Xerox Parc,
no seu artigo já clássico, "The Computer for the
Twenty-First Century" ("O Computador para o Século
Vinte e um") |
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| Mark
Weiser |
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vislumbra
um novo horizonte para o computador pessoal e para a
computação sem fio: "As máquinas que conhecemos hoje
não conseguem fazer parte da vida das pessoas. Estamos
tentando criar uma nova forma de pensar os computadores, uma
forma que leve em conta o ambiente natural humano e que
permita aos computadores ficarem ocultos por trás das
coisas do nosso dia-a-dia". |
Publicado
em 1991, o artigo de Weiser prevê que os computadores pessoais
desaparecerão do nosso olhar e passarão a fazer parte de todos
os objetos, de forma integrada e onipresente (ubiquitous computing).
Ele compara este fenômeno ao desaparecimento dos motores, que
encolheram até passarem a fazer parte de pequenos objetos do dia
a dia. Sem no entanto se tornarem visível aos olhos.
A "Ubiquitous
Computing", termo cunhado pelo próprio Wiser, se refere a
ambientes com objetos operados por computador e conectados em
redes sem fio. Ou seja: mobilidade, comunicação e poder de
processamento integrados em vários objetos com finalidades
diferentes.
A Computação
Móvel, um dos temas estudados pela "Ubiquitous Computing"
nasceu com a própria Ciência da Computação. As primeiras e pesadas
máquinas de processamento lógico, no entanto, estavam distantes de
qualquer mobilidade, só alcançada inicialmente na década de 80,
quando surgiram os notebooks e computadores pessoais portáteis.
Em meados
dos século 21 assistimos a uma nova revolução: a dos Personal
Digital Assistants (Assistentes Pessoais Digitais) ou dos Handheld
Computers (Computadores de Mão), como são chamados os pequenos
computadores pessoais que cabem na palma da mão. Os PDAs,
fabricados por empresas como 3Com, HP, Compaq, Casio e Philips só
neste final de século começam a fazer parte do cotidiano das
pessoas. Segundo a Microsoft Research, o número de pessoas
conectadas a redes sem fio irá ultrapassar a barreira de 1
bilhão por volta de 2004.
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O
crescimento da computação móvel enfrenta desafios. No campo dos
desafios técnicos, um dos principais é a capacidade de
armazenamento de energia - ainda pequena nos equipamentos
disponíveis hoje. Outro desafio é a confiabilidade da utilização
da computação sem fio em operações que requerem elevado grau de
segurança. Como as informações são transmitidas pelo ar,
através de ondas eletro-magnéticas, a confiabilidade é
questionada.
No
campo sociológico, os desafios passam por questões como a mudança
de paradigmas . O livro eletrônico é um deles. Uma spinoff da
Xerox, a Uppercase, está lançando um dos primeiros e-books do
mercado. Através dele será possível baixar diretamente livros
pela rede e lê-los confortavelmente no sofá da sala. O problema é
que os fabricantes ainda não chegaram a um padrão de mercado e os
computadores de mão que permitem a leitura dos livros eletrônicos
custam em média 200 dólares. Eles também não sabem se os
consumidores vão trocar o papel por uma tela de computador, por
mais fina que seja.
Os pesquisadores da University of
Washington, por exemplo, estão desenvolvendo uma tecnologia de rede
capaz de permitir a qualquer computador móvel o reconhecimento e adaptação
à ambientes externos, transmitindo para o usuário informações
relativas ao ambiente. Ao chegar a uma nova cidade, um turista pode ter
seu PDA automaticamente atualizado com o mapa e principais atrações
turísticas daquela localidade.
Já na Universidade de Minas Gerais
está sendo desenvolvido o primeiro protótipo de um servidor Web sem
fio que vai permitir, entre outras coisas, a monitoração de pacientes
à distância.
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